"Arriscar-se é perder o equilíbrio por uns tempos, mas não se arriscar é perder-se a si mesmo para sempre." - Søren Aabye Kierkegaard
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
sábado, 16 de dezembro de 2006
O Tempo Reduz Tudo a Nada
Arthur Schopenhauer
O tempo é a forma graças à qual a vanidade das coisas aparece como a sua instabilidade, que reduz a nada todas as nossas satisfações e todas as nossas alegrias, enquanto nos perguntamos com surpresa para onde foram. Esse próprio nada é portanto o único elemento objectivo do tempo, ou seja, o que lhe responde na essência íntima das coisas, e assim a substância da qual ele é a expressão.
Arthur Schopenhauer, in 'O Mundo como Vontade e Representação'.
O tempo é a forma graças à qual a vanidade das coisas aparece como a sua instabilidade, que reduz a nada todas as nossas satisfações e todas as nossas alegrias, enquanto nos perguntamos com surpresa para onde foram. Esse próprio nada é portanto o único elemento objectivo do tempo, ou seja, o que lhe responde na essência íntima das coisas, e assim a substância da qual ele é a expressão.
Arthur Schopenhauer, in 'O Mundo como Vontade e Representação'.
sábado, 25 de novembro de 2006
Somos morte.
Bernardo Soares
Somos morte. Isto, que consideramos vida, é o sono da vida real, a morte do que verdadeiramente somos. Os mortos nascem, não morrem. Estão trocados, para nós, os mundos. Quando julgamos que vivemos, estamos mortos; vamos viver quando estamos moribundos. Aquela relação que há entre o sono e a vida é a mesma que há entre o que chamamos vida e o que chamamos morte. Estamos dormindo, e esta vida é um sonho, não num sentido metafórico ou poético, mas num sentido verdadeiro.
Somos morte. Isto, que consideramos vida, é o sono da vida real, a morte do que verdadeiramente somos. Os mortos nascem, não morrem. Estão trocados, para nós, os mundos. Quando julgamos que vivemos, estamos mortos; vamos viver quando estamos moribundos. Aquela relação que há entre o sono e a vida é a mesma que há entre o que chamamos vida e o que chamamos morte. Estamos dormindo, e esta vida é um sonho, não num sentido metafórico ou poético, mas num sentido verdadeiro.
Tudo aquilo que em nossas actividades consideramos superior, tudo isso participa da morte, tudo isso é morte. Que é o ideal senão a confissão de que a vida não serve? Que é a arte senão a negação da vida? Uma estátua é um corpo morto, talhado para fixar a morte, em matéria de incorrupção. O mesmo prazer, que tanto parece uma imersão na vida, é antes uma imersão em nós mesmos, uma destruição das relações entre nós e a vida, uma sombra agitada da morte.
O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. Povoamos sonhos, somos sombras errando através de florestas impossíveis, em que as árvores são casas, costumes, ideias, ideais e filosofias. Nunca encontrar Deus, nunca saber, sequer, se Deus existe! Passar de mundo para mundo, de encarnação para encarnação, sempre na ilusão que acarinha, sempre no erro que afaga. A verdade nunca, a paragem nunca! A união com Deus nunca! Nunca inteiramente em paz, mas sempre um pouco dela, sempre o desejo dela!
Bernardo Soares (Fernando Pessoa) In: Livro do desassossego, fragmento nº 178.
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
A soma e substância de toda a filosofia
Casa-te, tu vais te arrepender; não te cases, tu também vai te arrepender; cases-te ou não te cases, arrependes-te sempre. Ri-te das loucuras do mundo e irás arrepender-te; chora sobre elas, e arrependes-te também; ri-te das loucuras do mundo ou chora sobre elas, e de ambas as coisas te arrependes; quer te rias das loucuras do mundo, quer chores sobre elas irás sempre arrepender-te. Acredita numa mulher, e irás arrepender-te, não acredites nela e arrependes-te também; acredites ou não numa mulher, arrependes-te de ambas as coisas. Enforca-te, e arrependes-te; não te enforques, e na mesma te arrependes. É esta, meus senhores, a soma e substância de toda a filosofia.
Søren Kierkegaard (Victor Eremita), in 'Aut/Aut' (Diapsalmata).
Søren Kierkegaard (Victor Eremita), in 'Aut/Aut' (Diapsalmata).
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
sábado, 28 de outubro de 2006
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
sábado, 7 de outubro de 2006
domingo, 1 de outubro de 2006
A alienação política e a direita brasileira
Um sentimento de nojo e indignação tem se apossado de mim ultimamente. Peço desculpas pelo desabafo, mas diante dos acontecimentos dos últimos dias, sinto a necessidade de colocar por escrito uma reflexão sobre as eleições, sobre a alienação política e o caminho que, acredito, seja o que queremos seguir.
Tenho ouvido muita gente dizer que vai votar nulo ou em branco porque se desiludiu com os rumos que o governo do PT tomou. Para essas pessoas, que se sentiram enganadas, abster-se do voto é uma atitude de revolta que simboliza a desforra pela “traição” cometida pelo PT. Dessa forma, o ato de tornar-se alienado constitui uma atitude de se desvencilhar, de se manter afastado, da sujeira e da corrupção tão alardeadas pela mídia.
No entanto, ser alienado político é observar a sociedade apenas superficialmente. É não ter o devido cuidado de estudá-la, de saber de onde se partiu ou do que foi feito para se chegar aonde ela chegou e, com esse conhecimento adquirido pela experiência, questionar e apontar caminhos que possam levar a um melhor progresso social, para que, dessa forma, se tenha uma sociedade mais igualitária. Para não ser alienado político é preciso descobrir a cada momento histórico o grupo político que tenha melhores condições de levar adiante o progresso social da humanidade.
Após a década de 60, quando nossas possibilidades foram interrompidas, o governo Lula foi o primeiro passo que demos em direção a um Brasil novo. É verdade que ainda estamos mergulhados no mundo neoliberal e na ideologia de mercado, mas é igualmente verdade que o governo que Lula está fazendo é superior ao do que o sociólogo fez, embora as variáveis que realmente interessem (desenvolvimento social, redução da pobreza etc.) sejam irrelevantes para a mídia e, principalmente, para a direita.
O que interessa para a direita, ao contrário do que ocorre com a esquerda, é tudo aquilo que sua classe possa aproveitar, ainda que seja prejudicial ao povo... O diabo é que, em sua propaganda maniqueísta, mente e manipula discaradamente a esse povo, seja tentando criar um um clima de desligitimação do governo por meio de "denúncias" da corrupção ou seja por meio da promoção de debates pseudo-democráticos.
O final infeliz da história é em dois atos: no primeiro, o povo tem seus votos tomados e, no segundo, lhe é dado as costas.
Tenho ouvido muita gente dizer que vai votar nulo ou em branco porque se desiludiu com os rumos que o governo do PT tomou. Para essas pessoas, que se sentiram enganadas, abster-se do voto é uma atitude de revolta que simboliza a desforra pela “traição” cometida pelo PT. Dessa forma, o ato de tornar-se alienado constitui uma atitude de se desvencilhar, de se manter afastado, da sujeira e da corrupção tão alardeadas pela mídia.
No entanto, ser alienado político é observar a sociedade apenas superficialmente. É não ter o devido cuidado de estudá-la, de saber de onde se partiu ou do que foi feito para se chegar aonde ela chegou e, com esse conhecimento adquirido pela experiência, questionar e apontar caminhos que possam levar a um melhor progresso social, para que, dessa forma, se tenha uma sociedade mais igualitária. Para não ser alienado político é preciso descobrir a cada momento histórico o grupo político que tenha melhores condições de levar adiante o progresso social da humanidade.
Após a década de 60, quando nossas possibilidades foram interrompidas, o governo Lula foi o primeiro passo que demos em direção a um Brasil novo. É verdade que ainda estamos mergulhados no mundo neoliberal e na ideologia de mercado, mas é igualmente verdade que o governo que Lula está fazendo é superior ao do que o sociólogo fez, embora as variáveis que realmente interessem (desenvolvimento social, redução da pobreza etc.) sejam irrelevantes para a mídia e, principalmente, para a direita.
O que interessa para a direita, ao contrário do que ocorre com a esquerda, é tudo aquilo que sua classe possa aproveitar, ainda que seja prejudicial ao povo... O diabo é que, em sua propaganda maniqueísta, mente e manipula discaradamente a esse povo, seja tentando criar um um clima de desligitimação do governo por meio de "denúncias" da corrupção ou seja por meio da promoção de debates pseudo-democráticos.
O final infeliz da história é em dois atos: no primeiro, o povo tem seus votos tomados e, no segundo, lhe é dado as costas.
terça-feira, 19 de setembro de 2006
O tédio é a raiz de todo o mal
Søren Kierkegaard
Não admira, pois, que o mundo vá de mal a pior e que os males aumentem cada vez mais, à medida que aumenta o tédio, e o tédio é a raiz de todo o mal. A história deste pode acompanhar-se desde os primórdios do mundo. Os deuses estavam entediados, pelo que criaram o homem. Adão estava entediado por estar sozinho, e por isso foi criada Eva. Assim o tédio entrou no mundo e aumentou na proporção do aumento da população. Adão aborrecia-se sozinho, depois Adão e Eva aborreceram-se juntos, depois Adão e Eva e Caim e Abel aborreceram-se en famille; depois a população do mundo aumentou e os povos aborreceram-se en masse. Para se divertirem congeminaram a idéia de construir uma torre tão alta que chegasse ao céu. Esta idéia, por sua vez, é tão aborrecida como a torre era alta, e constitui uma prova terrível de como o tédio se tornou dominante.
KIERKEGAARD, Søren Aabye, in "Aut, aut"
Não admira, pois, que o mundo vá de mal a pior e que os males aumentem cada vez mais, à medida que aumenta o tédio, e o tédio é a raiz de todo o mal. A história deste pode acompanhar-se desde os primórdios do mundo. Os deuses estavam entediados, pelo que criaram o homem. Adão estava entediado por estar sozinho, e por isso foi criada Eva. Assim o tédio entrou no mundo e aumentou na proporção do aumento da população. Adão aborrecia-se sozinho, depois Adão e Eva aborreceram-se juntos, depois Adão e Eva e Caim e Abel aborreceram-se en famille; depois a população do mundo aumentou e os povos aborreceram-se en masse. Para se divertirem congeminaram a idéia de construir uma torre tão alta que chegasse ao céu. Esta idéia, por sua vez, é tão aborrecida como a torre era alta, e constitui uma prova terrível de como o tédio se tornou dominante.
KIERKEGAARD, Søren Aabye, in "Aut, aut"
domingo, 10 de setembro de 2006
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
O Mundo é a minha representação
Arthur Schopenhauer
O mundo é a minha representação. Esta proposição é uma verdade para todo o ser vivo e pensante, embora só no homem chegue a transformar-se em conhecimento abstrato e refletido. A partir do momento em que é capaz de o levar a este estado, pode dizer-se que nasceu nele o espírito filosófico. Possui então a inteira certeza de não conhecer nem um sol nem uma terra; mas apenas olhos que vêem este sol, mãos que tocam esta terra; numa palavra, ele sabe que o mundo que o cerca existe apenas como representação, na sua relação com um ser que percebe, que é o próprio homem.
Se existe uma verdade que se possa afirmar à priori é bem esta, pois ela exprime o modo de toda a experiência possível e imaginável, conceito muito mais geral mesmo que os de tempo, espaço e causalidade que o implicam. Com efeito, cada um destes conceitos, nos quais reconhecemos formas diversas do princípio de razão, apenas é aplicável a uma ordem determinada de representações; a distinção entre sujeito e objeto é, pelo contrário, o modo comum a todas, o único sob o qual se pode conceber uma qualquer representação, abstrata ou intuitiva, racional ou empírica. Nenhuma verdade é pois, mais certa, mais absoluta, mais evidente do que esta: tudo o que existe, existe para o pensamento, isto é, o universo inteiro apenas é objeto em relação a um sujeito, percepção apenas, em relação a um espírito que percebe, numa palavra, é pura representação.
SCHOPENHAUER, Arthur. In 'O Mundo como Vontade e Representação'.
O mundo é a minha representação. Esta proposição é uma verdade para todo o ser vivo e pensante, embora só no homem chegue a transformar-se em conhecimento abstrato e refletido. A partir do momento em que é capaz de o levar a este estado, pode dizer-se que nasceu nele o espírito filosófico. Possui então a inteira certeza de não conhecer nem um sol nem uma terra; mas apenas olhos que vêem este sol, mãos que tocam esta terra; numa palavra, ele sabe que o mundo que o cerca existe apenas como representação, na sua relação com um ser que percebe, que é o próprio homem.
Se existe uma verdade que se possa afirmar à priori é bem esta, pois ela exprime o modo de toda a experiência possível e imaginável, conceito muito mais geral mesmo que os de tempo, espaço e causalidade que o implicam. Com efeito, cada um destes conceitos, nos quais reconhecemos formas diversas do princípio de razão, apenas é aplicável a uma ordem determinada de representações; a distinção entre sujeito e objeto é, pelo contrário, o modo comum a todas, o único sob o qual se pode conceber uma qualquer representação, abstrata ou intuitiva, racional ou empírica. Nenhuma verdade é pois, mais certa, mais absoluta, mais evidente do que esta: tudo o que existe, existe para o pensamento, isto é, o universo inteiro apenas é objeto em relação a um sujeito, percepção apenas, em relação a um espírito que percebe, numa palavra, é pura representação.
SCHOPENHAUER, Arthur. In 'O Mundo como Vontade e Representação'.
domingo, 3 de setembro de 2006
segunda-feira, 21 de agosto de 2006
Futuro
Ricardo Reis
Aguardo, equânime, o que não conheço —
Meu futuro e o de tudo.
No fim tudo será silêncio, salvo
Onde o mar banhar nada.
Aguardo, equânime, o que não conheço —
Meu futuro e o de tudo.
No fim tudo será silêncio, salvo
Onde o mar banhar nada.
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
A raposa e o político
Certa vez uma raposa se aproximava de um galinheiro para roubar como de costume, quando foi abordada por um político que a observava sem que ela soubesse. O homem se aproximou da raposa e disse:
– Venho te observando todos os dias e vi que você sempre rouba apenas uma galinha... tenho uma proposta para te fazer baseado em minha experiência e parceria com outras raposas. O esquema é o seguinte: a gente rouba todas as galinhas desse galinheiro e depois fazemos isso nos outros galinheiros das fazendas vizinhas. Aí, a gente divide o fruto do roubo em partes justas, tipo hoje você rouba para mim e amanhã eu roubo para você. Não tem erro, nós dois lucramos e é totalmente seguro.
A raposa ficou impressionada com a proposta do político e a seguiu à risca. Roubou todas as galinhas. Não deixou nenhuma. Passou tudo ao político e combinaram de se encontrar na fazenda vizinha no dia seguinte. No outro dia, o político não estava lá. O galinheiro já estava vazio e o dono havia armado uma tocaia para pegar o ladrão.
A raposa foi abatida com três tiros na cabeça.
Moral da historia: mais vale roubar uma galinha por dia que confiar na palavra de um político.
– Venho te observando todos os dias e vi que você sempre rouba apenas uma galinha... tenho uma proposta para te fazer baseado em minha experiência e parceria com outras raposas. O esquema é o seguinte: a gente rouba todas as galinhas desse galinheiro e depois fazemos isso nos outros galinheiros das fazendas vizinhas. Aí, a gente divide o fruto do roubo em partes justas, tipo hoje você rouba para mim e amanhã eu roubo para você. Não tem erro, nós dois lucramos e é totalmente seguro.
A raposa ficou impressionada com a proposta do político e a seguiu à risca. Roubou todas as galinhas. Não deixou nenhuma. Passou tudo ao político e combinaram de se encontrar na fazenda vizinha no dia seguinte. No outro dia, o político não estava lá. O galinheiro já estava vazio e o dono havia armado uma tocaia para pegar o ladrão.
A raposa foi abatida com três tiros na cabeça.
Moral da historia: mais vale roubar uma galinha por dia que confiar na palavra de um político.
segunda-feira, 31 de julho de 2006
quinta-feira, 27 de julho de 2006
sábado, 22 de julho de 2006
Voar
Uma das vantagens de estudar uma língua estrangeira é poder entender aquilo que antigamente você só gostava pelo som. Exemplo disso são as músicas estrangeiras. Sempre gostei de músicas italianas, principalmente as dos anos sessenta, mas gostava apenas pelo som e por entender (ou inferir) algumas palavras que tem uma sonoridade parecida com as do português. Mas havia algumas que não tinham nada a ver com o português e isso me agoniava bastante. Uma delas é "Volare", veja só a letra:
Volare
Luciano Pavarotti
Composição: Domenico Mondugno
Penso che un sogno così non ritorni mai più
Mi dipingevo le mani e la faccia di blu
Poi d'improvviso venivo dal vento rapito
E incominciavo a volare nel cielo infinito
Volare, oh, oh!
Cantare, oh, oh, oh, oh!
Nel blu, dipinto di blu
Felice di stare lassù
E volavo, volavo felice più in alto del sole ed ancora più su
Mentre il mondo piano piano spariva lontano laggiù
Una musica dolce suonava soltanto per me
Volare, oh, oh!
Cantare, oh, oh, oh, oh!
Nel blu, dipinto di blu
Felice di stare lassù
Nel biu, dipinto di blu
Felice di stare lassù
Agora que consigo entender acho que gosto ainda mais dela. Aí vai a tradução:
Voar
Composição: Domenico Mondugno
Penso que um sonho assim não retornará nunca mais
Eu pintava minhas mãos e o rosto de azul
Depois por improviso era seqüestrado pelo vento
E começava a voar no céu infinito
Voar, oh, oh!
Cantar, oh, oh, oh, oh!
No azul, pintado de azul
Feliz de estar lá em cima
E voava, voava mais feliz no alto do sol e ainda mais acima
Enquanto o mundo plano, plano desaparecia distante lá embaixo
Uma música doce tocava apenas para mim
Voar, oh, oh!
Cantar, oh, oh, oh, oh!
No azul, pintado de azul
Feliz de estar lá em cima
Até a próxima!
Volare
Luciano Pavarotti
Composição: Domenico Mondugno
Penso che un sogno così non ritorni mai più
Mi dipingevo le mani e la faccia di blu
Poi d'improvviso venivo dal vento rapito
E incominciavo a volare nel cielo infinito
Volare, oh, oh!
Cantare, oh, oh, oh, oh!
Nel blu, dipinto di blu
Felice di stare lassù
E volavo, volavo felice più in alto del sole ed ancora più su
Mentre il mondo piano piano spariva lontano laggiù
Una musica dolce suonava soltanto per me
Volare, oh, oh!
Cantare, oh, oh, oh, oh!
Nel blu, dipinto di blu
Felice di stare lassù
Nel biu, dipinto di blu
Felice di stare lassù
Agora que consigo entender acho que gosto ainda mais dela. Aí vai a tradução:
Voar
Composição: Domenico Mondugno
Penso que um sonho assim não retornará nunca mais
Eu pintava minhas mãos e o rosto de azul
Depois por improviso era seqüestrado pelo vento
E começava a voar no céu infinito
Voar, oh, oh!
Cantar, oh, oh, oh, oh!
No azul, pintado de azul
Feliz de estar lá em cima
E voava, voava mais feliz no alto do sol e ainda mais acima
Enquanto o mundo plano, plano desaparecia distante lá embaixo
Uma música doce tocava apenas para mim
Voar, oh, oh!
Cantar, oh, oh, oh, oh!
No azul, pintado de azul
Feliz de estar lá em cima
Até a próxima!
quinta-feira, 20 de julho de 2006
Almas
Somos apenas almas.
Vagamos confusos em meio
a tênues feixes
de luzes serenas.
Com passos apressados,
desviamos da vigília permanente
de olhares perseguidores.
Bailamos entre sombras
e clarões difusos
para adormercemos envoltos
pelos lençóis de fumaça da perdição.
Rimos da busca de uma felicidade fugidia
ou mentira oculta.
E quando não recebemos respostas
às perguntas que endereçamos ao céu,
sabemos que é porque somos almas,
espíritos invisíveis
à mesquinharia humana.
Vagamos confusos em meio
a tênues feixes
de luzes serenas.
Com passos apressados,
desviamos da vigília permanente
de olhares perseguidores.
Bailamos entre sombras
e clarões difusos
para adormercemos envoltos
pelos lençóis de fumaça da perdição.
Rimos da busca de uma felicidade fugidia
ou mentira oculta.
E quando não recebemos respostas
às perguntas que endereçamos ao céu,
sabemos que é porque somos almas,
espíritos invisíveis
à mesquinharia humana.
quinta-feira, 13 de julho de 2006
Travelling riverside blues
Led Zeppelin
Em homenagem ao Dia do rock, um clipe da maior banda de rock de todos os tempos.
Saudações aos deuses do metal!
Saudações aos deuses do metal!
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